sexta-feira, 29 de julho de 2011

compro um cachorro ou faço um filho?

 

 

Gente, deixa eu aproveitar pra agradecer por todo o carinho recebido pelo lançamento do Minha Mãe que Disse? Fiquei sem palavras com os resultados iniciais, tudo graças à vocês. Não quero falar em números, que isso não é lá muito chique e etiquetoso, só vou dizer que o MMqD alcançou, em duas semanas, o que o Piscar levou dois anos pra alcançar. Impressionante.

E o vídeo das mães que se acham perfeitas? Um sucesso louco, o que foi aquilo? Recebemos emails de gente importante, comentários, beijos, abraços e pedidos de casamento. Quem ainda não viu, pode vê-lo aqui.

Tanto que já estamos produzindo o próximo vídeo e esperamos produzir muitos outros ainda. O mais engraçado é que eu achava que ninguém fosse se candidatar pra participar dos próximos, mas para a minha surpresa e deleite, a galera é exibida e cara-de-pau desinibida o bastante pra entrar na brincadeira, que bom!

Quem não ficou lá muito feliz com o sucesso do MMqD foi o Nic, filho da nossa Lu ilustradora. Isso porque ela disse pra gente que DOBROU o número de pedidos desde que apareceu no MMqD. Dobrou, já pensou? Ponto pras nossas mães empreendedoras! Sorry, Nic...

Continuem enviando sugestões de textos próprios ou de terceiros, todo mundo terá a chance de se manifestar, que aquilo é pracinha democrática. Claro que será respeitada a ordem de chegada, então você pode ter que esperar um pouco, mas uma hora sai, prometo! E se o seu link ainda não estiver lá, fala pra gente?

E quem ainda não está participando do sorteio, corre lá!

***

Agora bora tricotar?

***

A pessoa sabe que é chegada a hora de não adiar mais a depilação quando:

- Mamãe, eu quero ser forte que nem o papai.

- Você vai ser filho, com certeza.

- Mamãe, eu quero ser alto que nem o papai.

- Você chega lá, filho, é só ter paciência.

- Mamãe, eu quero ter pêlos na perna, que nem ... a mamãe!

***

A pessoa sabe que é chegada a hora de pensar em um segundo filho quando acorda, chama o marido, e sem hesitar diz:

- Amor, eu quero um cachorro.

- Cê quer o que, Roberta?

- Um cachorro. Agora só tem que definir a raça.

- Roberta, você bebeu?  Tá louca? Da onde você tirou isso?? Nem de cachorro você gosta!

- Como não gosto, eu adoro!! Amo cachorro, sempre amei. Olha esse aqui, que gracinha - ela aponta pra tela do computador.

Marido balança a cabeça e ri, filho balança a cabeça e ri. Ela ignora todo o bullying familiar  e segue na frente do computador, se inteirando de todo um universo canino, com ajuda do amigo Google - que também balançaria a cabeça, se cabeça tivesse.

E sabe-se lá como, eventualmente, ela consegue arrastar  marido e  filho pro pet shop do bairro.

Olha um, olha outro.

- E daí, gostou de algum? - pergunta o marido, com aquele eterno ar de deboche.

- Não é assim que funciona, amor! Puxa, que pressão! Olha só, dizem os tibetanos...ou são os vietnamitas? Ah, sei lá, um desses povos mais sábios, elevados e desprendidos que a gente. Então,dizem eles que é o cachorro que escolhe a pessoa e não o contrário. Meu trabalho é ficar paradinha aqui, olhando pra todos eles, até que algum deles me escolha. Ai, mas cá pra nós, tomara que eu não seja escolhida por aquela criaturinha feia demais, ali do canto?

Algumas latidas depois:

- Amor, amor, é aquele ali.

- Qual? Quem?

- Aquele cachorro ali, ele acabou de me escolher!

E eles se aproximam de um labrador cor de cholocate. Lindo. Robusto. E com uma plaquinha acoplada no vidro onde se lia três mil e quinhentos dólares.

- Cê enlouqueceu de vez, né Roberta. Um labrador?? Sabe o tamanho que ele vai ficar quando crescer?

- Ué, mas se ele me escolheu não tem muito o que eu possa fazer e...

- Além do que, 3.500 dólares?

- Gente, mas quantos anos ele vive, uns 10?? Se forem 10 anos, são 350 dólares pra cada ano, não é muito e...

- Roberta, cachorro não é carro pra você amortizar o investimento, tipo "ah, são só 350 doletas por ano". Cachorro é que nem gente, por acaso você fica calculando quanto gasto nós temos com o Noah e depois amortiza pelo número de anos que ele vai viver? Fica?

Eu falei "FICO", mas ele não escutou.

***

Ele estava certo, o cachorro era muito grande e muito caro. Principalmente muito caro.

- Você tem razão, três pau e meio é muita grana. Imagina! Com esse dinheiro todo dá pra comprar carrinho, berço e fralda pra 2 anos.

- Melhor a gente ter um filho, concorda? - diz ele, coçando a cabeça.

- Poxa, amor, mas esse cachorro tinha que ser nosso. Ele é a minha cara, impressionante. Repara, nós temos a mesmíssima cor de cabelo, os olhos também são da mesma cor e ele faz aniversário três dias antes de mim.

- Pior que é, vocês se parecem mesmo. Mas se a razão é puramente porque vocês se parecem, melhor mesmo a gente ter um filho.

- Pra que? Pra nascer a tua cara de novo?

- A gente nunca sabe, pode ser que dessa vez o bebê nasça a cara da mãe, ué.

- Sabe que tem uma simpatia tibetana...ou era vietnamita? Ah, sei lá, um desses povos mais sábios, elevados e desprendidos que a gente. Então, a simpatia diz que se você quiser que seu filho venha com a sua cara, então o outro cônjuge tem que se anular na hora da "produção".

- Se anular ? Que produção?

- Você, querido, tem que se anular. Se a gente quiser que o próximo bebê venha parecido comigo, você tem que se anular durante a manufatura do nenê.

- Me anular durante o sexo, é isso?

- Isso, você tem que se neutralizar, fechar os olhos e se imaginar um elemento da natureza.

- Que elemento da natureza, sua louca.

- Ah, sei lá, tipo uma árvore, eu acho. Ou grama, passarinho, essas coisas. Ah, não sei, li a revista só pela metade, mas é basicamente isso.

- E qual seria o fundamento de tudo isso, você pode me explicar?

-  Não tenho a mínima idéia, mas não custa tentar. Essas simpatias tibetanas (?) são sempre batata, pode pesquisar.

Marido faz aquela cara que ele costuma fazer quando acha tudo um grande absurdo e diz:

- Beleza, a gente esquece do labrador e se organiza pra fazer filho, combinado?

Ela se abaixa e, emocionada, se despede do labrador chocolate. E em seguida ameaça:

-Combinado. Mas olha lá, hein, cara de paisagem, auto-anulação e foco nos elementos da natureza. Que eu vou perceber direitinho se, na hora H, você não fizer cara de grama.

 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

das coisas sobre as quais não temos controle

 

Noite passada sonhei com a moça que fazia minha depilação em Londres.

Malu era mineira e, como milhares de outros brasileiros, se mandou pra Inglaterra em busca de uma vida melhor.

Foi todo um processo: primeiro ela cansou da pobreza, depois botou na cabeça que não queria mais ser pobre, elaborou um plano audacioso, e, com o dinheiro da venda da casa, comprou passagem pra ela e pro marido.

Chegando lá eles se juntaram a uma penca de primos e amigos que já estavam devidamente instalados e empregados na capital inglesa. Malu fazia parte de um tipo de imigrante que se vê muito por lá: o que saiu do Brasil, mas não saiu. Geralmente esse tipo de imigrante vai pro exterior pra mandar dinheiro pro Brasil - e quem há de condenar? Vivem anos fora do Brasil, mas só falam português, comem sonho de valsa e assistem Jornal Nacional vencido, gravado em fita VHS, pra modo de se sentir em casa.

Eita mundão diferente, pensava Malu. Ainda bem que ela tinha o marido e que, juntos, eles nunca se sentiam sozinhos. O que Malu não sabia era que os dois, de fato,  não estavam sozinhos. Dentro dela, com alguns centímetros de vida, já estava Gabriel, que acabaria por nascer em terras estrangeiras.

"Roberta do céu, credita que eu pari sem entender uma palavra que o médico dizia??"

Quando comecei a frequentar o "salão" da Malu, Gabriel tinha uns 6 anos. Ele nasceu em meio a esse grupo de brasileiros, casa cheia, feijão na panela. Mas assim que começou a frequentar a escola ele, inevitavelmente, adquiriu a língua e os costumes locais:

"E fala inglês sem sotaque, viu? Quer ver?  Gabriel, ô Gabriel, corre aqui conversar com a Roberta pra ela ver que lindo que você falando inglês! Pensa, Roberta. Quando que eu ia sonhar ter um filho assim inteligente, saído de pai e mãe burro que nem a gente!?"

Mas eu podia perceber que, apesar de todo orgulho de mãe, crescia um misto de pesar e saudosismo:

"Agora mesmo que eu não vou poder mais voltar pra Minas Gerais. Que eu ia ter que ser muito da analfabeta pra tirar ele dessa escola, concorda?"

Da última vez que vi a Malu, Gabriel já estava com seus 8 anos. A casa estava em festa: Gabriel havia ganhado um concurso na escola e sido presenteado com uma bolsa de estudos pra uma excelente universidade inglesa. Isso mesmo, Gabriel, filho da Malu e do Pedro, vindos lá do interior de Minas Gerais com 200 contos no bolso, ia crescer e se graduar em universidade internacionalmente reconhecida.

Malu era, naquele momento, a mãe mais orgulhosa do mundo.

Se aproximou de mim, e com aquele sotaque delicioso sussurrou:

"Eita que Minas agora ferrou mesmo, né, Roberta?  Que eu ia ter que ser muito da analfabeta pra recusar uma bença dessa, concorda?"

***

Voltei pro Brasil e nunca mais ouvi da Malu.

Não sei como ela veio parar no meu sonho de ontem a noite, mas já que veio, acho que a mensagem é clara: você pode fazer tudo certo, fazer tudo errado, ser uma mãe rica, pobre, amamentar, não amamentar, ser presente, ausente, ser mãe orgânica ou fast food. Isso não importa: existe uma parte desse quebra cabeça todo que não é controlado por você, amiga mãe. Mas não é mesmo. Chame de destino, chame de Deus, chame do que quiser. Em algum momento alguém vai surrupiar o controle remoto da sua mão.

Vejam a Malu: ela não foi pra Inglaterra para que o filho ganhasse uma bolsa pra universidade. Ela foi pra fazer dinheiro e mandar pro Brasil. Missão cumprida, ela achou que retornaria a Minas Gerais.

Mas é aquilo, né? Nesse filme chamado vida, você pode até exercer o papel principal. Mas o controle remoto não é seu.

***

Se você conversar com sua mãe ou com sua avó, certamente vai ouvir muitas histórias assim. Experimenta, ouvir histórias é uma das coisas que mais me dão prazer na vida. Ouvir histórias faz com que você perceba que realmente existem coisas que os olhos não enxergam e que são inevitáveis. Você pode tentar evitar outras tantas, mas o que é pra ser, será. Com o perdão do clichê.

Eu mesma me considero pessoa que era pra ser.

Porque, acompanhem: a família do meu pai e da minha mãe já estava completa e acabada, antes de eu nascer. Completa porque eles já tinham três filhos, três meninos, um seguido do outro. E acabada porque eles já estavam  separados. Isso mesmo - fui acidente de percurso. E, não, isso não me aborrece. Pelo contrário, me sinto uma uma pessoa de muita sorte! E eternamente agradecida ao excesso de vinho consumido pelo casal, naquela noite fria.

Eu era pra ser e fiz questão de ser concebida, oito anos depois de meus pais terem fechado a fábrica procriativa - vamos chamá-la assim.

Daí no terceiro mês de gravidez, 13a semana, minha mãe me pega rubéola. Rubéola, conhece? Aquela que seu médico insiste que você não contraia durante a gravidez, de maneira nenhuma.

Veja, deve ter sido uma gravidez bastante desagradável: junta médica, melhor abortar, visitas a APAE, melhor abortar, e agora, passou do tempo, não dá mais pra abortar.

Como na época não havia ultrasonografia, o negócio era esperar pelo melhor. E o melhor não tinha lá muitas chances.

Parto tenso, minha mãe muito nervosa.

Diz que a hora que o médico me viu ficou com os olhos cheios de lágrima (o que eu desconfio que seja folclore, só pra deixar minha história mais bonitinha.)

Ele virou pra minha mãe e disse :

- Você já tem três meninos, não é?

- Já.

- Bom, agora você também tem uma menininha.

Daí ele me examinou e completou:

- Uma menina linda e perfeita.

E foi assim que, contrariando as estatísticas,  eu nasci já bem faceira e saudável. Nem resfriado pego e, tirando o pé bem feio e um ou outro parafuso faltante, nenhuma sequela foi constatada.

Porque nesse filme chamado vida, você pode até exercer o papel principal. Mas o controle remoto, amiga mãe, esse não é seu.

 

[caption id="attachment_1657" align="aligncenter" width="1024" caption="Ela não era pra ser, mas foi . Aos 2 dias."][/caption]

 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

tpm, dieta e amigos imaginários

Sou só eu ou a TPM de vocês também deu um upigreidezinho depois da maternidade? Não sei se é o acúmulo de horas insones mas minha TPM ficou meio monstrenga de uns tempos pra cá. Não vou dizer que sofro em cada santo ciclo mas quando ela bate, colegas, ela bate com gosto, ela bate tsunami.

Vou retratar dois episódios ocorridos em um mesmo dia.

Situação A:

- Mamãe porque essas folhas caíram da árvore?

Resposta sugerida pela vasta literatura sobre educação infantil, geralmente escrita por pessoas sem filhos equilibradas e de sobrenome espanhol.

- Porque elas já estavam amarelas, meu amor. As amarelas caem e dão lugar a outras verdinhas, como aquelas lá, vê?

Resposta dada por uma mãe hormonalmente descompensada, toda trabalhada na TPM tsunami:

- Porque elas já estavam amarelas. A dona árvore besta deu de tudo pra elas, amor, carinho, atenção, leite orgânico, quinoa e um dia elas amarelam e vão embora sem nem dizer adeus. Você vai fazer o mesmo, meu filho, certeza que vai…buáááááááá.

Situação B:

Você finalmente encontra a escolinha dos seus sonhos: professoras instruídas e carinhosas, espaço verde, coelho, javali, dinossauro, a porra toda. Toda serelepe você acorda, coloca um figurino de mãe gente boa e segue pra escolinha para garantir a vaga do seu filho. Chegando lá você percebe que 1. a escola consegue ser ainda mais legal do que você pensava; 2. a escolinha não tem vaga até 2013. A moça da escola vira pra você e diz que sente muito, mas vaga só daqui dois anos.

Resposta sugerida pela vasta literatura sobre educação infantil, geralmente escrita por pessoas sem filhos, equilibradas e de sobrenome espanhol:

- Tudo bem, eu entendo. Muito obrigada por ter me mostrado a escola, vocês estão de parabéns. E se surgir uma vaga antes do previsto, por favor entre em contato!

Resposta dada por uma mãe hormonalmente descompensada, toda trabalhada na TPM tsunami:

- Não tem vaga??? Como não tem vaga, gente??? Pessoal, vamos acordar pra realidade, esse mundo vai acabar, não tem espaço mais pra ninguém! Não tem espaço, entendeu, não tem espaço! E vocês ainda ficam incentivando essas pobres crianças a mexer com a terra, a plantar tomatinho??? Pra que??? Acabou! Acabou o espaço, acabou a terra, acabaram os tomatinhos…buááááááá.

***

Outro dia descobri que Noah é pessoa de natureza consoladora. Sério: não é porque é meu filho não, mas o rapaz tem sangue bom.

Foi assim: eu estava frustrada porque a minha calça estava deveras apertada na cintura. E daí, lógicamente, fiz o que toda mulher equilibrada, madura e espiritualmente elevada faria: descontei  no marido.

- Amor, depois você diz que eu não tô gorda, vem aqui ver isso.

- A calça tá justa porque acabou de lavar, ué – diz o marido, na tentativa de evitar o que está por vir – Calça recém lavada é sempre mais justa.

-  Tá justa!? Tá vendo! Até você admitiu! Puxa, então você entra aqui no quarto só pra dizer na-mi-nha-ca-ra que as minhas roupas estão apertadas, amor??? Eu esparava mais de você, viu, me chamando de gorda!

Marido sai de fininho, filho entra devagarinho e vê a mãe resmungando, agachada, tentando encontrar uma calça menos “recém lavada” na gaveta. Filho se abaixa na mesma altura da mãe, coloca a mãozinha no braço dela e, olhando bem dentro dos olhos diz:

“it’s ok, mamãe, it’s ok”.

Daí que comentando sobre isso com a professora, ela deu um gritinho, riu e disse que era isso mesmo! De acordo com a professora, meu filho é o consolador oficial da turma. Bastou alguém se machucar, brigar, chorar, perder o emprego que ele está lá: mãozinha alisando o braço, olhos nos olhos, e, no maior estilo no woman no cry, me manda um “it’s ok, fulano, it’s ok”, todo Bob Marley.

E tem remédio melhor pra TMP?

ps: E, ó,  galerinha que vive dizendo que “mas eu te vi na revista e você não é gorda!” aqui vai a explicação: a falsa magreza se deve a uma técnica milenar de encolhimento de barriga – perco 3 quilos por foto, só não respirando. Mas a verdade é que eu peso entas e tantos, meço entas e poucos, faz os cálculos – pra magra eu não sirvo, confere?

***

Outra coisa bem engraçada dessa fase são os amigos imaginários. Noah também tem um – o dragão.

O problema é que ele arrumou uma maneira de atribuir ao tal dragão toda e qualquer cagada feita por ele mesmo. Quando eu vou reprimir ele me diz “Mas mamãe, não fui eu, foi o dragon!”

Até filmei pra vocês, ó:

a culpa, quando não é da mãe, é do dragon

E daí, amigas, que que faz?

1. Explico pra ele que dragões não existem e que isso é mais uma das falcatruas da mente pra tentar isentá-lo da responsabilidade;

2. Dou uma de louca e coloco o dragão de castigo;

3. Continuo adiando a dieta e, quando me perguntarem o porque de tanto desleixo, digo que a culpa é do dragon?

ps: claro que eu não sou essa pessoa molengo-liberal que vocês assistem no vídeo, né zamigas? na vida real o bicho comeu, a cobra fumou e filhote teve que ouvir, atento, a meus descontentamentos.

***

O engraçado é que eu também tenho meus amigos imaginários – vocês!

Brincadeira, mas é que quando entrei nessa cachaça chamada blogosfera, sempre comentava com o marido:

- Uma amiga minha teve o parto assim assado e tal e coisa, acredita?

- Ah, é, que amiga?

- Você não conhece, ela é de Porto Alegre.

E por aí ia:

- O filho de uma amiga minha, tal e coisa.

- Ah, é? Alguém que eu conheça?

- Não, não, ela mora em Brasília.

E foi só quando a Roberta veio pro Rio, e a gente se encontrou pra fofocar fora dos planos virtuais, foi que ele percebeu que minhas amigas virtuais não eram imaginárias.

- Nossa, amor, que engraçado. Vocês falaram tanto, parecia que se conheciam!

- Ué, mas a gente se conhece mesmo. Te falo que essas meninas são minhas amigas, você não acredita.

A partir daí ele passou a se integrar mais. Ele pode não saber os todos os nomes, mas conhece um monte de vocês:

“Ah, já sei, a que mora em Barcelona. Ah, a que teve o segundo filho. Aquela que tá grávida e mora em São Paulo?”

E agora vai ficar mais fácil pra ele, já que a vida das amigas vai ficar mais organizadinha:

Ladies and Gentlemen, o Minha Mãe que Disse! está no ar. E já começa com sorteio, ueba!

O site é todo nosso e você pode participar de várias maneiras: mandando textos (inéditos ou não), recados, receitas, divulgando seu negócio, denunciando gente imprestável ou simplesmente, mandando o link do seu blog, se ele ainda não estiver lá.

ps: Se o seu blog ainda não estiver lá a culpa é do feladaputa do dragon é só deixar um comentário que a gente adiciona, ó-cá?

ps2: papais blogueiros, a casa é de vocês também, viu?